A Palavra de Deus hoje nos conduz ao coração da santidade: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. No Livro do Levítico, o Senhor nos recorda que a santidade não é algo abstrato ou distante, mas se concretiza nas relações diárias: não furtar, não mentir, não explorar, não guardar ódio, não buscar vingança. Amar o próximo como a si mesmo é o caminho concreto para refletir a santidade de Deus no mundo. Trata-se de uma santidade vivida na justiça, na misericórdia e no respeito, especialmente com os mais frágeis.
No Evangelho, Jesus aprofunda essa verdade ao revelar que seremos julgados pelo amor traduzido em gestos concretos. Ele se identifica com os famintos, os sedentos, os estrangeiros, os nus, os doentes e os presos. O critério do julgamento não será apenas o que professamos com os lábios, mas o que realizamos com as mãos e com o coração. Cada gesto de cuidado, cada ato de compaixão, cada visita, cada partilha feita aos “menores” é feita ao próprio Cristo.
Assim, a liturgia de hoje nos provoca a examinar nossa vida: nossa fé tem se tornado ação? Nosso amor tem sido concreto? A santidade que Deus nos pede passa necessariamente pelo reconhecimento de Cristo presente no irmão. No final, permanecerá apenas o amor que se fez serviço.
Deus nos abençoe e nos guarde!
Seminarista Mirosmar Gonçalves.