A liturgia de hoje nos recorda a força e a eficácia da Palavra de Deus. O profeta Isaías compara a Palavra à chuva que desce do céu e fecunda a terra: ela nunca volta vazia, mas realiza aquilo para o qual foi enviada. Deus age, transforma, faz germinar. Mesmo quando não percebemos imediatamente, sua Palavra trabalha no silêncio, no interior do coração, preparando frutos de conversão e de vida nova.
No Evangelho, Jesus nos ensina a rezar com confiança e simplicidade. Ele revela que Deus é Pai e conhece nossas necessidades antes mesmo que as expressemos. A oração não é multiplicação de palavras, mas abertura de coração. No Pai-Nosso aprendemos que o essencial é buscar a vontade de Deus, confiar no pão de cada dia, pedir perdão e, sobretudo, perdoar. A Quaresma é este tempo favorável em que a Palavra deve irrigar nosso interior e a oração deve nos reconduzir à intimidade filial com o Pai.
Para viver bem este tempo quaresmal, três atitudes se tornam fundamentais:
Que esta Quaresma seja, para nós, tempo de chuva fecunda, de oração sincera e de reconciliação verdadeira.
Deus nos abençoe e nos guarde!
Seminarista Mirosmar Gonçalves