Hoje celebramos São Maximiliano Maria Kolbe, sacerdote franciscano, grande devoto da Virgem Maria e mártir da caridade.
Durante a Segunda Guerra Mundial, preso em um campo de concentração nazista, ofereceu sua própria vida para salvar um pai de família condenado à morte. Seu testemunho continua emocionando o mundo inteiro.
Neste contexto do Mês Vocacional e da Semana Nacional da Família, sua vida ganha um significado especial. Ao entregar-se para salvar um pai, tornou-se um exemplo concreto daquele amor que sabe colocar o outro em primeiro lugar.
Na primeira leitura, Deus relembra através de Ezequiel todo o carinho com que cuidou de seu povo. A imagem da criança abandonada que é acolhida e amada ilustra a ternura divina.
Porém, o povo esquece esse amor e rompe a aliança. O profeta denuncia a infidelidade, mas também anuncia a misericórdia de Deus, que permanece disposto a restaurar a comunhão.
No Evangelho, os fariseus questionam Jesus sobre o divórcio. Cristo não se limita às discussões jurídicas da época. Ele conduz seus ouvintes ao projeto original de Deus.
O matrimônio não nasceu de uma conveniência social. Faz parte da própria obra da criação. Homem e mulher são chamados a formar uma comunhão de vida e amor.
Ao afirmar que os dois se tornam uma só carne, Jesus recorda que o matrimônio produz uma verdadeira transformação na vida dos esposos. A união não é apenas exterior ou contratual; é uma profunda comunhão realizada pela graça de Deus.
Diante da seriedade desse compromisso, os discípulos ficam admirados. Jesus então ensina que o matrimônio é uma vocação, um chamado específico de Deus. Ao mesmo tempo, recorda a beleza daqueles que renunciam ao casamento para dedicar-se inteiramente ao Reino dos Céus.
Toda vocação exige amor, fidelidade e generosidade. São Maximiliano Kolbe é uma prova disso.
Pe. Thiago José Gomes