Neste último domingo do Mês Vocacional, a Igreja no Brasil celebra com alegria a vocação dos catequistas. Somos convidados a agradecer a Deus por tantos homens e mulheres que dedicam seu tempo, seus dons e seu amor à missão de transmitir a fé e formar discípulos de Jesus Cristo.
As leituras deste domingo trazem uma mensagem muito profunda sobre a humildade e o serviço. A primeira leitura nos ensina que a verdadeira grandeza está na humildade. Quanto maior for uma pessoa, mais ela deve se tornar humilde diante de Deus e dos irmãos. Trata-se de uma sabedoria que vai na contramão da lógica do mundo, que tantas vezes valoriza o poder, a aparência e o prestígio.
A segunda leitura apresenta a beleza da nova aliança realizada por Cristo. Não nos aproximamos de um Deus distante e ameaçador, mas de um Pai que nos reúne como membros de sua família. A vida cristã nasce desse encontro com o amor de Deus e se concretiza na comunhão da Igreja.
No Evangelho, Jesus observa como alguns convidados procuram os primeiros lugares durante um banquete. Então ensina que quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado. O Senhor nos recorda que a verdadeira grandeza está em colocar-se a serviço dos outros sem buscar reconhecimento.
Essas leituras iluminam de forma especial a missão dos catequistas. A catequese não é simplesmente transmissão de conhecimentos religiosos. É um serviço de amor através do qual a Igreja ajuda crianças, adolescentes, jovens e adultos a encontrarem Jesus Cristo e crescerem na amizade com Ele.
Hoje desejo expressar minha gratidão a todos os catequistas de nossa paróquia. Obrigado pela disponibilidade generosa, pela dedicação silenciosa, pela paciência nas dificuldades e pelo testemunho de fé que oferecem às novas gerações. Muitas vezes os frutos de seu trabalho não aparecem imediatamente, mas Deus conhece e abençoa cada esforço realizado em favor do Evangelho.
Como sacerdote, faço este agradecimento de maneira muito pessoal. Se hoje estou vivendo meu ministério sacerdotal, isso também se deve às catequistas que Deus colocou em meu caminho. Houve pessoas que me ensinaram as primeiras verdades da fé, que me ajudaram a conhecer Jesus, a amar a Igreja e a ouvir a voz de Deus em minha vida. Por isso, agradeço profundamente a todos os catequistas que marcaram minha caminhada vocacional.
Mas hoje quero agradecer também a toda a comunidade paroquial. De certa forma, todos nós somos catequistas. Cada cristão que transmite a fé, ensina uma oração, acolhe uma criança na Igreja, ajuda um jovem a crescer espiritualmente ou oferece um bom testemunho de vida participa dessa missão evangelizadora.
De modo particular, recordamos o papel indispensável da família. Os pais são os primeiros catequistas de seus filhos. Antes da catequese paroquial, a fé nasce e se fortalece dentro do lar. É em casa que a criança aprende a rezar, descobre o amor de Deus e faz suas primeiras experiências de vida cristã. Quando a família assume essa missão com responsabilidade e alegria, toda a Igreja é fortalecida.
Neste Dia dos Catequistas, rezemos por aqueles que exercem essa bela vocação em nossa comunidade. Que o Senhor os abençoe, fortaleça e recompense. E que nunca faltem homens e mulheres dispostos a anunciar Jesus Cristo às novas gerações.
Pe. Thiago José Gomes