“O Senhor anunciará a paz para o seu povo.”
A paz que tanto sonhamos para a nossa vida somente o Senhor pode nos conceder, pois Ele é o Deus da paz, que reconcilia tudo aquilo que está dividido. Sabedores disso, precisamos aprender com Aquele a quem seguimos, tornando-nos, portanto, verdadeiros promotores da paz, uma paz que, como nos pede o Papa Leão XIV, seja desarmada e desarmante. Somente assim conseguiremos colocar em prática o sonho que o Senhor tem para a humanidade: a construção de laços fraternos entre todos os homens e mulheres.
Nós, que somos cristãos, filhos e filhas de Deus, fomos salvos por Cristo, enviado ao mundo para restabelecer os vínculos rompidos pelo pecado. A salvação que o Messias encarnado nos concede também nos compromete com a construção de pontes entre os nossos irmãos, derrubando os muros que nos dividem. Se queremos nos identificar verdadeiramente com Cristo, precisamos ser promotores da paz e da unidade, pois sabemos que tudo aquilo que alimenta a divisão e a discórdia se opõe à comunhão que Ele veio restaurar.
Todavia, o que vemos hoje nas realidades que nos cercam é a propagação de uma verdadeira lógica do “nós contra eles”, na qual se procura, a todo momento, vencer pela força, pelo grito e pela hostilidade, visando à realização de projetos mundanos de poder. Mais preocupante ainda é perceber que grupos em permanente confronto entre si recorrem ao nome de Deus para justificar suas posições, seus discursos de violência e suas disputas pelo poder. Como podemos invocar o nome daquele que é a nossa paz para justificar atitudes que alimentam o ódio, a intolerância e a divisão?
Nós, que verdadeiramente conhecemos a Cristo, precisamos dar um basta a essa postura hostil que se propaga em nossos ambientes. Se acreditamos que o Senhor a quem amamos e servimos “é de fato a nossa paz”, não podemos ser cúmplices daqueles que promovem a guerra e a violência por meio de suas palavras e atitudes. Se nos deixamos empolgar por discursos e comportamentos que não favorecem a unidade conquistada por Cristo, precisamos rever o nosso modo de viver a fé e a nossa própria identidade cristã. Afinal, não basta professar o nome de Jesus com os lábios; é preciso testemunhá-lo por meio de atitudes que revelem o seu amor.
Essa revisão de vida precisa acontecer o quanto antes, para que não corramos o risco de sermos surpreendidos quando o Mestre chegar e nos pedir contas daquilo que fizemos ao longo de nossa existência. No nosso encontro final e definitivo com o Senhor Jesus, Ele não nos perguntará se gritamos mais alto ou se vencemos os debates dos quais participamos, mas se fomos capazes de amar, de promover a paz, de perdoar e de construir, com nossas atitudes, a civilização do amor neste mundo.
Que o Senhor nos conceda a graça de sermos instrumentos de sua paz, capazes de desarmar os corações, aproximar os que estão distantes e construir pontes onde tantos insistem em erguer muros. Que a nossa vida seja um testemunho de que a verdadeira força do cristão não está em vencer o irmão, mas em amá-lo, pois somente assim o mundo reconhecerá que pertencemos Àquele que veio anunciar e realizar a paz entre os homens.
Quero propor hoje para a nossa oração pessoal, à luz da Palavra de Deus desse dia a música Canção de Amor Fraterno, do grande Pe. Zezinho, que nos ajuda a perceber o quanto precisamos ser promotores da paz: https://www.youtube.com/watch?v=AWbpDy-nTAM&list=RDAWbpDy-nTAM&start_radio=1.
Seminarista Rômulo Ribeiro