Santa Mônica nasceu em Tagaste, na África, em 331 e faleceu em Óstia, na Itália, em 387. Mulher determinada, alcançou, por meio de sentidas lágrimas e preces, a conversão do filho Agostinho. Sua personalidade e nobres atitudes são descritas por Agostinho no livro “Confissões”. A seu exemplo, sejamos zelosos em nossa missão, iluminando o caminho das pessoas e lhes sendo solícitos, no caminho que leva à vida e à salvação.
- Na primeira leitura, Paulo fala da pregação do Evangelho entre os Tessalonicenses. Afirma que não precisou de recorrer a argumentações rebuscadas e lembra do quanto sofreu e se cansou para anunciar a Boa-Nova aos irmãos da comunidade; do desinteresse e da dedicação com que o fez, procurando não ser pesado a ninguém, trabalhando para subsistir. Mostra que a vida cristã deve ser conduzida na justiça e na santidade, diante de Deus: “Deus é testemunha de como nos comportamos de modo reto, justo e irrepreensível para convosco” (v. 10). Paulo procura assim corresponder plena e profundamente às exigências de Deus. Também no texto de hoje encontramos a expressão do amor paterno de Paulo pelos Tessalonicenses e por todos quantos evangelizou: “Como um pai trata cada um dos seus filhos, também a cada um de vós exortamos, encorajamos e advertimos a caminhar de maneira digna de Deus, que vos chama ao seu reino e à sua glória” (vv. 11-12). Deus não nos chama para uma qualquer coisa, mas para o “seu reino e à sua glória”. Não esqueçamos que as admoestações que o apóstolo apresenta são também para nós. Estamos efetivamente sujeitos às mesmas tentações dos doutores e dos escribas de que nos fala o Evangelho, dos cristãos de Tessalônica e de tantos outros ao longo dos séculos. Facilmente procuramos satisfações, estima dos outros, honrarias. Somos sempre tentados de superficialidade no que fazemos pelo Senhor, de nos contentarmos com as aparências de bondade, de santidade. Renovemos os propósitos de caminhar na justiça e na santidade.
- No Evangelho, chegamos aos últimos dos sete “Ai de vós” dirigidos aos escribas e fariseus hipócritas. A crítica de Jesus ao legalismo não tem por alvo a lei, mas aqueles que, valendo-se da lei, pretendem iludir as suas exigências profundas. A antítese exterior/interior, tratada nos versículos anteriores, está eloquentemente expressa na imagem dos “sepulcros caiados” (v. 27). São aqueles que cuidam do exterior, para que seja agradável à vista, enquanto no seu interior reina a decomposição e a morte. Jesus já pôs de sobreaviso os discípulos, quando lhes disse “Guardai-vos de fazer as vossas boas obras diante dos homens, para vos tornardes notados por eles” (Mt 6,1). O que conta é aquilo que cada um é diante de Deus e não o que aparece diante dos outros.
O último “ai de vós” é contra aqueles que são falsos, não só diante de Deus e dos outros, mas também diante da história (vv. 29-32). Edificam sepulcros aos profetas e justos, dizendo que se tivessem vivido no tempo dos que os mataram, não teriam sido coniventes com tais crimes. Sentem-se inocentes por acusarem os seus pais! Mas não se dão conta de que se não escutarem os profetas, continuarão a matá-los. E a sua falta será mais grave do que a dos seus pais. São estes “ai de vós” um alerta para todos nós, para vencer toda superficialidade e injustiça, vivendo integralmente, à luz da fé, a nossa missão.
- Para Refletir: Conduzo minha vida pela justiça e na santidade? Como Paulo, sou atento, ardoroso em testemunhar a minha fé, comprometido com a evangelização de meus irmãos e irmãs? O que marca a minha vida, a preocupação com as aparências ou o desejo de fazer a vontade de Deus? Vivo com superficialidade ou com profundidade a minha fé? O que Deus me pede com sua palavra hoje? ...
Oração
Ó São Paulo, apóstolo do Senhor,
ensinai-me a ser coerente com a minha fé,
com o Evangelho que professo.
Ensinai-me a viver de modo digno de Deus,
para poder participar no Seu Reino e na sua glória.
Alcançai-me a graça
de acolher com disponibilidade a Palavra de Deus,
que opera nos que se guardam na fé
e os transformar de acordo com o Projeto de Deus Pai.
Alcançai-me um zelo ardente para proclamar essa Palavra,
que tem em si a força de realizar maravilhas,
para que todos possam chegar
ao Reino e à glória do Pai.
Amém.
- Para hoje: Propor-se a melhor caminhar na presença de Deus: “Caminhai de maneira digna de Deus” (1 Ts 2, 12).
Pe. Marcelo Moreira Santiago