Hoje a Igreja recorda três grandes testemunhas da fé: São Ponciano, Santo Hipólito e Santa Joana Francisca de Chantal.
São Ponciano foi papa em tempos difíceis para os cristãos. Perseguido por causa da fé, foi exilado e sofreu por fidelidade a Cristo. Santo Hipólito, após momentos de divisão, reconciliou-se com a Igreja e também deu a própria vida pelo Evangelho. Já Santa Joana Francisca de Chantal destacou-se pela profunda espiritualidade, pela dedicação à família e pela fundação da Ordem da Visitação, juntamente com São Francisco de Sales.
Todos eles nos recordam que a santidade não consiste em uma vida sem dificuldades, mas na perseverança em seguir Cristo em todas as circunstâncias.
Na primeira leitura, Ezequiel continua exercendo sua missão profética. Deus o envia para advertir o povo sobre os perigos de permanecer afastado de seus caminhos. A profecia utiliza imagens fortes para demonstrar as consequências do pecado e da infidelidade.
O objetivo, porém, não é provocar medo, mas despertar o povo para a conversão. Deus deseja salvar, corrigir e restaurar seus filhos.
No Evangelho encontramos um ensinamento extremamente atual: a correção fraterna.
Jesus apresenta um caminho concreto para ajudar quem erra. O primeiro passo é conversar diretamente com a pessoa. Parece algo simples, mas nem sempre é o que fazemos. Quantas vezes preferimos comentar com outros, criar julgamentos ou até expor situações desnecessariamente.
Jesus nos ensina a maturidade do diálogo. O irmão não é um adversário a ser derrotado, mas alguém que deve ser ajudado a reencontrar o caminho correto.
Se o diálogo não resolve, entram outras pessoas para ajudar no discernimento. E, por fim, a comunidade participa desse processo. Não se trata de condenar alguém, mas de criar um ambiente de cuidado, verdade e reconciliação.
A correção fraterna é um verdadeiro ato de caridade. Quem ama não se omite diante do erro, mas procura ajudar o irmão com respeito e misericórdia.
Que os santos celebrados hoje nos ensinem a unir verdade e caridade em nossos relacionamentos.
Pe. Thiago José Gomes