Neste Dia do Senhor celebramos a Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria. Neste domingo do Mês Vocacional também rezamos de modo especial pelos religiosos e religiosas.
A vocação à vida consagrada encontra em Maria seu modelo perfeito. Assim como ela entregou totalmente sua vida a Deus, os religiosos e religiosas testemunham através dos votos de pobreza, castidade e obediência que Deus é o maior tesouro da existência humana.
A Assunção é a consequência da missão única que Maria recebeu. Preservada pela graça de Deus e fiel ao seu chamado, ela participa plenamente da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. A solenidade nos recorda que Maria está viva junto de Deus e continua intercedendo por seus filhos.
A primeira leitura apresenta a imagem da mulher revestida de sol e da luta contra o dragão. O texto do Apocalipse utiliza uma linguagem simbólica para representar o povo de Deus, a Igreja e a própria missão de Cristo no mundo.
Maria aparece como sinal dessa humanidade que acolhe a ação de Deus e coopera com seu projeto de salvação. Ela representa a Igreja fiel que gera Cristo para o mundo e permanece firme diante das forças do mal.
Na segunda leitura, São Paulo reflete sobre a vitória definitiva de Cristo. Pela sua ressurreição, a morte foi vencida. E aqueles que pertencem ao Senhor participarão dessa mesma vitória.
Maria é a primeira entre os redimidos a experimentar plenamente essa glorificação prometida a todos os fiéis.
O Evangelho apresenta a visita de Maria a Isabel. Logo após receber o anúncio do anjo, Maria coloca-se a caminho para servir.
Aqui encontramos uma característica fundamental de toda vocação: quem encontra Deus não permanece fechado em si mesmo. O encontro com o Senhor conduz naturalmente ao serviço.
Nesse episódio, o Antigo e o Novo Testamento se encontram. Isabel representa a espera das promessas antigas; Maria traz consigo o cumprimento dessas promessas na pessoa de Jesus.
João Batista alegra-se ainda no ventre de sua mãe porque reconhece a presença do Salvador.
Em seguida, Maria proclama o Magnificat. Ela reconhece que todas as maravilhas realizadas em sua vida vêm de Deus. Mesmo sendo a mais exaltada entre todas as criaturas, permanece humilde e aponta sempre para o Senhor.
Seu cântico revela também o olhar de Deus para os humildes, os pequeninos e os pobres. O Senhor não permanece indiferente diante das injustiças da história, mas age em favor daqueles que nele confiam.
Que a Virgem Assunta ao Céu interceda por nós e, de modo especial, pelos religiosos e religiosas. Que seu exemplo nos ensine a dizer nosso "sim" a Deus todos os dias e a viver nossa vocação com alegria, fidelidade e esperança.
Pe. Thiago José Gomes