Hoje celebramos Santa Mônica, uma das mães mais admiradas da história da Igreja. Sua vida foi marcada pela oração perseverante, pela confiança em Deus e pelo amor incondicional à sua família.
Ao longo de muitos anos, Mônica sofreu ao ver seu filho Agostinho distante da fé. Humanamente falando, havia muitos motivos para desistir. Porém, ela escolheu o caminho da esperança. Rezou, chorou, esperou e confiou. Sua perseverança tornou-se instrumento da graça divina. Aquela mãe que nunca desistiu viu seu filho converter-se, tornar-se sacerdote, bispo e um dos maiores santos da história do cristianismo.
A Palavra de Deus deste dia nos recorda que Deus escuta as orações feitas com fé. Nem sempre as respostas chegam no momento que desejamos, mas o Senhor jamais permanece indiferente às súplicas de seus filhos.
Neste Mês Vocacional, Santa Mônica nos ajuda a refletir sobre uma vocação muitas vezes pouco valorizada: a missão evangelizadora da família. Antes de qualquer catequista, antes do padre, antes de qualquer agente de pastoral, a criança encontra sua primeira escola de fé dentro de casa.
São os pais que ensinam as primeiras orações. São os avós que frequentemente transmitem as primeiras devoções. É no ambiente familiar que se aprende a fazer o sinal da cruz, a confiar em Deus e a conhecer o amor de Jesus.
Como sacerdote, reconheço com profunda gratidão a importância dessa missão. Nenhuma vocação nasce isoladamente. Por trás de cada padre, religiosa ou religioso, normalmente existe uma família que transmitiu valores, testemunhou a fé e ajudou a criar um ambiente favorável ao chamado de Deus.
Que Santa Mônica interceda por todas as famílias de nossa paróquia. Que especialmente as mães e os pais nunca percam a esperança na ação de Deus e continuem sendo os primeiros catequistas de seus filhos.
Pe. Thiago José Gomes