“O Senhor deu uma ordem aos seus anjos para, em todos os caminhos, te guardarem”.
Hoje, a Igreja nos convida a celebrar a memória dos Santos Anjos. Essa celebração nos ajuda a tomar consciência do cuidado de Deus para com cada um de nós, seus filhos. Isso porque o simples fato de podermos contar com um Anjo da Guarda nos mostra que o Senhor nos acompanha e nos guarda de todo mal.
Todavia, não há dúvidas de que o fato de termos um Anjo da Guarda nos parece muito mais natural quando somos crianças. Desde pequenos, nossos pais nos ensinam a rezar para o Anjo da Guarda em circunstâncias como quando sentimos medo de alguma coisa, quando perdemos o sono ou quando estamos tristes. Cometemos um grande erro quando, à medida que vamos crescendo, nos esquecemos desse grande amigo que temos em nossa vida, pois não há dúvida de que contamos com um auxílio precioso em nossas necessidades.
A Palavra de Deus é muito clara quando apresenta a presença recorrente dos anjos na vida daqueles que são escolhidos para desempenhar uma missão. Na primeira leitura, vimos o Senhor enviando um anjo à frente do povo de Israel, para guardá-lo e, ao mesmo tempo, apontar-lhe o caminho. Se soubermos valorizar esse grande dom que Deus nos concede, veremos que contamos com um precioso auxílio na busca por realizar a vontade Daquele que nos chama.
Certamente, ao meditarmos a Liturgia da Palavra de hoje, o grande pedido que precisamos elevar a Deus é para que Ele nos conceda novamente um coração de criança, que reconheça a própria pequenez e saiba acolher os auxílios que recebemos dos céus. Ainda que rezar para o Anjo da Guarda possa parecer coisa de criança, não tenhamos medo de realizar tal ação, pois o próprio Cristo nos diz: “Se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus”.
Rezemos, portanto:
“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, pois que a ti me confiou a Piedade divina, hoje e sempre me governa, rege, guarda e ilumina. Amém”.
Seminarista Rômulo Ribeiro